Como impor limites - Revista Veja*
A educadora Tania Zaguri reuniu as situações cotidianas em que os adultos mais têm dificuldade em demarcar o espaço das crianças e fazer valer a sua autoridade. As dicas que ela dá estão amparadas na sua experiência e na vasta literatura existente sobre o assunto.
A CRIANÇA SE RECUSA A COMER ALIMENTOS SAUDÁVEIS
É comum que a hora das refeições se transforme em momento de barganha, com os pais tentando convencer os filhos a alimentar-se bem em troca de promessas. A tática deve ser outra: fingir não dar atenção à manha e, caso a criança se recuse mesmo a comer, retirar o prato. Com fome, é ela que cederá depois, desenvolvendo gosto por alguns dos alimentos que rejeitava.
UMA BIRRA INTERMINÁVEL
Vale aqui a máxima de que os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que os escutando. Portanto, não reaja a um chilique com outro chilique. Sinais de descontrole por parte dos pais farão a criança sentir-se com poder e confiante. Com a voz em tom normal, mas firme, mostre a ela que não conseguirá o que deseja desse jeito. E deixe-a recobrar a calma por sim mesma.
A HORA DE DORMIR
O principio é sedimentar o hábito de ir para a cama em horário razoável, o que exige determinação por parte dos pais. Para tal, vale estabelecer um pequeno ritual que preceda o sono – como contar histórias às crianças.
QUANDO A CRIANÇA NÃO QUER ESTUDAR
Antes de tudo, ela deve entender que estudo é uma obrigação dela e que tem um valor. O melhor incentivo para isso vem do próprio exemplo que a criança tem em casa. Pesquisas mostram que, quanto mais a leitura é valorizada por uma família, mas os filhos cultivarão esse hábito. Se a lição de casa for feita com displicência, peça que seja refeita para enfatizar a ideia do esforço – corrigi-la será tarefa do professor.
O MOMENTO DE DESCONECTAR
Não faz sentido esperar que uma geração da era digital fique mais loonge da internet. Mas é vital que se estabeleça um período de tempo para a navegação na rede. As horas em frente ao computador não podem ultrapassar aquelas dedicadas às demais tarefas. Também não dá para deixar a criança sem orientações básicas sobre o que é apropriado ou arriscado para ele na web. O ideal é que o computador fique no espaço comum da casa, sob o olhar dos adultos.
*FONTE: Veja, Ed. 2219, 1º de junho de 2011 Artigo completo em: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx





