CRISTO, NOSSA PÁSCOA

Pois também Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado. I Cor. 5:7b

Depois de quatro séculos de escravidão, na noite da instituição da páscoa Israel se tornou livre. O momento de conflito entre Moisés e o Faraó: deixar ou não o povo partir. E finalmente aconteceu a libertação. Mas houve uma cerimônia que precedeu a libertação propriamente dita, pois Deus tinha um propósito em demonstrar que sem obediência, fé e derramamento de sangue não há libertação. Ou seja, a libertação espiritual precede a libertação física. Primeiro libertos do anjo da morte e depois vão embora livres do Faraó.

A páscoa marcou a libertação de Israel e escravidão no Egito nunca mais. De escravos a livres. E quanto a nós? Em João capítulo 8 o Senhor Jesus diz: “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” e no versículo 34 ele diz: “mas se o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres”. Em Jesus Cristo nós somos libertados. A nossa páscoa não é a da morte do cordeiro porque nós nunca estivemos no Egito, a nossa páscoa é Cristo. Ele é o cordeiro de Deus que morreu pelos nossos pecados.

Agora não somos mais escravos do pecado, não somos mais escravos do medo, não somos mais escravos da morte. O cristão é aquele que diz como Paulo: “oh morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?” E então como igreja, nos tornamos uma comunidade libertada do poder do pecado e do poder das trevas. Uma comunidade de homens e mulheres livres.

Aproveito para fazer uma digressão: um dos grandes pecados que muitos cometem hoje em dia é querer trazer o Antigo Testamento para reger a vida da igreja. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: “para a liberdade Cristo vos libertou, permaneceis, pois, firmes e não vos torneis a colocar debaixo de jugo de servidão”. Estamos livres de regulamentos religiosos, livres da lei, livre de sacrifícios, livre dos ritos, porque agora filhos em adoção por meio Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus.

Hoje é Páscoa, Cristo ressuscitou e então o Culto da Ressurreição e a Ceia não devem parecer com um ofício fúnebre. Com reverência sim, mas com alegria. É um momento em que cada um de nós pode dizer: Cristo me libertou dos meus pecados. Cristo me redimiu para todo o sempre. Sou livre! Pois meu redentor está vivo. CRISTO RESSUSCITOU!

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